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Conheça Kenneth Walker, MVP do Super Bowl que quebrou marca de quase 30 anos
09/02/2026
Fonte: Ge
Peça constante no ataque do Seattle Seahawks, Kenneth Walker III viveu o ápice da carreira neste domingo. O running back foi eleito o MVP do Super Bowl LX após ser o principal destaque ofensivo da equipe na vitória por 29 a 13 sobre o New England Patriots, no Levi’s Stadium. Com a premiação, ele quebrou um jejum de quase 30 anos para jogadores da posição.A última vez que um running back havia conquistado o prêmio de melhor jogador da final da NFL foi em 1998, quando Terrell Davis brilhou na vitória do Denver Broncos sobre o Green Bay Packers. Walker quebrou esse jejum ao registrar uma atuação memorável contra os Patriots, com 135 jardas terrestres em 27 carregadas, além de 26 jardas em duas recepções.
O running back foi responsável por duas big plays no primeiro tempo, com corridas de 30 e 29 jardas. Já no último período, chegou a anotar uma corrida de 49 jardas que terminou na end zone, mas o touchdown acabou anulado por uma falta na jogada. Walker respondeu por 48% das jardas ofensivas dos Seahawks na decisão.
— Se eu dissesse a mim mesmo, quando criança, que seria MVP do Super Bowl, eu não acreditaria. Nada disso aconteceria sem os caras do vestiário — afirmou o jogador em coletiva de imprensa após a conquista.
Aos 25 anos, Kenneth Walker vive o melhor momento de sua carreira na NFL. Em sua quarta temporada, elevou o nível nos playoffs e assumiu o protagonismo do jogo terrestre após a lesão de Zach Charbonnet, seu parceiro de posição. Com maior carga de trabalho, anotou quatro touchdowns nas partidas da pós-temporada e foi peça-chave na campanha do título.
O prêmio de MVP, o título da liga e as atuações decisivas chegaram em momento oportuno para Walker. O running back está nos últimos dias de seu contrato de calouro e se tornará um agente livre nas próximas semanas. Projeções do site "Spotrac" indicam que seu valor de mercado gire em torno de US$ 33,5 milhões.
A história de Kenneth Walker
Kenneth Walker III nasceu em 20 de outubro de 2000, em Arlington, no Tennessee. Ele começou a treinar sob supervisão do pai aos 4 anos de idade e nunca mais parou. Ainda assim, chegou a cogitar abandonar o futebol americano no ensino médio, após um desentendimento com um dos treinadores da Arlington High School, no Tennessee.
Depois de se reconciliar com o técnico, seguiu na modalidade e passou a se destacar. Anos mais tarde, o mesmo treinador dirigiu por mais de 20 horas para levá-lo a testes individuais na Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte. Aprovado, foi lá onde Walker iniciou sua trajetória no College Football.
Apesar de registrar 17 touchdowns terrestres entre 2019 e 2020, o running back não conseguiu render como esperava em seus dois primeiros anos no futebol universitário. O ponto de virada veio em 2021, quando se transferiu para Michigan State. Na nova equipe, deslanchou: foram 1.636 jardas e 18 touchdowns em uma única temporada.
Qualquer dúvida sobre seu potencial para a NFL acabou oficialmente em 29 de abril de 2022, quando foi selecionado pelo Seattle Seahawks na segunda rodada do Draft, com a 41ª escolha geral — o segundo running back da classe, atrás apenas de Breece Hall, escolhido cinco posições antes pelo New York Jets.
Trajetória na NFL
Walker rapidamente se firmou como um titular confiável, mas não incontestável, tanto que os Seahawks voltaram a investir na posição no ano seguinte, ao selecionar Zach Charbonnet, também na segunda rodada. Nas últimas duas temporadas, a equipe promoveu um revezamento entre os dois corredores.
Depois de um difícil 2024, marcado por uma lesão no tornozelo que encerrou sua temporada precocemente, Walker enfrentou um dos momentos mais desafiadores da carreira e chegou a questionar se conseguiria continuar na NFL. Entretanto, ele seguiu em frente e voltou para dividir as ações com Charbonnet em 2025.
— Quando o médico me disse que eu não poderia jogar mais, pensei que (a carreira no) futebol americano tinha acabado. Era o que fiz minha vida toda. Foi um momento chocante para mim. Mas meu pai trabalhou comigo por todo o processo, esteve comigo no hospital com minha mãe. Passar isso me tornou muito grato de ainda poder calçar chuteiras e jogar este jogo — disse Kenneth.
Essa situação de revezamento mudou nos playoffs desta temporada, quando Charbonnet sofreu uma grave lesão no joelho no Divisional Round e ficou fora do jogos finais. Walker precisou assumir o protagonismo e foi muito bem: anotou três touchdowns na vitória sobre o San Francisco 49ers e um na final da NFC, contra o Los Angeles Rams. No Super Bowl, voltou a brilhar, ainda que sem pontuação.
— Senti muito (a falta do Zach Charbonnet), porque sei quanto ele trabalha duro todo dia, ele faz tudo certo. Alguém assim se lesionar é uma droga. Eu escrevi o número dele no meu punho, ia mostrar quando marcasse, mas não marquei o touchdown. Mas ele me apoiou em tudo — revelou Walker após o Super Bowl.